domingo, 30 de setembro de 2012

TVs vão faturar R$ 600 milhões com horário “gratuito” 30/09/2012

publicado 28/09/2012 – 11:49

Horário eleitoral não é gratuito, mas muito bem pago
por Joel Leite, no Mundo em Movimento, via Facebook
– Governo vai pagar, em renúncia fiscal, R$ 600 milhões pelo horário ocupado pelos candidatos nas emissoras de rádio e TV.
As emissoras de rádio e televisão chamam o horário eleitoral de “gratuito”. Grátis pra quem?
O governo (nós) paga o horário para as emissoras com a renúncia de Imposto de Renda. Paga o horário integral ocupado pelos candidatos, como se estivesse fazendo uma propaganda.
A estimativa da Receita Federal, segundo a Agência Congresso, é que o horário eleitoral proporciona um faturamento estimado, para este ano, de R$ 606 milhões para as emissoras.
O Decreto 7.791 de 17/8/12, em seu artigo 1º. define que as emissoras poderão efetuar a compensação fiscal na apuração do Imposto de Renda de Pessoa Jurídica, inclusive na base de cálculo  dos recolhimentos mensais previstos pela legislação.
Desde 2002, o governo pagou para as emissoras de TV e rádio R$ 4 bilhões. E eu não li nenhum editorial reclamando do “desperdício de dinheiro público”.
Em alguns casos o horário “gratuito” é, na verdade, um grande negócio para a emissora, pois o governo paga todo o tempo de inserção por dia como se estivesse comprando um espaço publicitário. Ocorre que originalmente aquele espaço não estava totalmente destinado à propaganda, mas também a programação: jornalismo, música, entretenimento, variedades.  Assim, o faturamento da rádio ou da TV aumenta.
O Decreto prevê que o pagamento seja de 80% do preço de tabela da emissora, isso porque este é o percentual que fica com a empresa, uma vez que a Agência que veicula a propaganda recebe a comissão de 20%.
Mas um anunciante comum paga bem abaixo do preço de tabela, pois o negócio é fechado após ampla negociação. É comum descontos de 40%, 50% sobre o preço de tabela. Às vezes mais. Uma emissora de TV em São Paulo negociou com uma grande rede de varejo, no ano passado, um contrato anual com desconto de 95%.
No caso do horário eleitoral “gratuito” não há negociação. É tabela cheia.
Grátis pra quem cara pálida?

sábado, 29 de setembro de 2012

Fundador do JBS, Zé Mineiro, chegou a abater um só boi por dia 29/09/2012


EM DEPOIMENTO A TATIANA FREITAS, DE SÃO PAULO
José Batista Sobrinho, conhecido como Zé Mineiro, entrou no negócio de carnes em 1953, quando abriu um pequeno açougue em Anápolis (Goiás).
Trajetória da JBS é marcada por aquisições
Atraído por incentivos fiscais, em 1957 se instalou em Brasília. Anos depois, começaram as aquisições, que transformaram a Casa de Carnes Mineira na JBS, líder mundial em carnes.
Aos 78 anos, Zé Mineiro acompanha de perto os negócios da JBS, que leva no nome as suas iniciais.
*
Eu saí de Alfenas, sul de Minas, aos 12 anos de idade com o meu pai, que se mudou para Anápolis, em Goiás.
Depois que saí do Exército, fui trabalhar com o meu irmão. Foi quando começou a parceria nesse negócio de gado. Deu certo.
A gente comprava gado e vendia. Mas eu não entendia nada de peso de boi. Naquela época, você comprava um boi por tanto e vendia por tanto. Não falava em peso.
Tínhamos comprado uma boiada grande, boa, e a gente não sabia ao certo o peso dos bois para vender.
Foi isso o que nos levou a abater boi, para conhecer de peso. É complicado quando você está trabalhando com uma mercadoria que vale o quanto pesa e você não sabe o peso da mercadoria.
O primeiro passo foi montar um açougue em Anápolis, em 1953. Eu ficava no açougue, e meu irmão comprava o gado e mandava para mim.
Como a região era fraca de gado, ele ia mais para longe, para Goiânia, e comprava um gado bom para eu abater.
Comecei a oferecer para os outros açougues, mas lá eu abatia só um boi [por dia]. Então comecei a abater num pequeno matadouro da prefeitura -bem precário, mas era o que tinha. Mas, dentro de 30 dias, estava abatendo 25, 30 bois por dia. Era o principal fornecedor de Anápolis.
Foi ali que me arrumaram o nome de Zé Mineiro. Até 1957, toquei abatendo nesse espaço da prefeitura.
MUDANÇA
Brasília surgiu em 1956 e, no começo de 1955, tinha um movimento de mudança para lá. No início de 1957, a coisa estava bem movimentada.
O Juscelino [Kubitschek] chamando o povo para ajudar a construir Brasília, dando incentivos, ajuda a funcionários, a fornecedores, a todos os segmentos.
Para os fornecedores, ele deu quatro anos seguidos de imposto livre. Foi um chamativo... Além do consumo, que era grande. Tinha muita gente chegando e não tinha nada.
Aí eu corri para Brasília, para fornecer carne lá. Não tinha condição de montar abatedouro, então eu abatia no cerrado. Era o que tinha.
O gado passava 15 dias viajando a pé. Quando chegava, eu começava a abater no cerrado mesmo, no mato. Eu improvisava lá uma coisinha, dava um jeito. Na época, era o que tinha.
Depois a coisa mudou um pouco, começou a chegar carne de fora. E a precariedade de abate foi mudando. Montei uma desossa, e a condição foi melhorando.
Eu não ficava mais no açougue. Cuidava do fornecimento às companhias. Assim foi por um bom tempo. Comecei em 1957 e esse fornecimento foi até 1965 ou 1966.
Em 1969, eu comprei o primeiro frigorífico com SIF [selo de inspeção federal], em Formosa [Goiás]. Até então, não se exigia carne "sifada", mas depois de um tempo começou a se exigir SIF para entrar carne em Brasília.
FAMÍLIA
Daí pra frente a coisa foi acontecendo. A meninada cresceu e foi tomando conta.
Quem me ajudou muito em Formosa foi o Júnior [o filho mais velho]. O Wesley [atual presidente da JBS] assumiu mais tarde um frigorífico em Luziânia [Goiás]. Ele tinha 14 ou 15 anos.
Depois do frigorífico de Luziânia, que abatia 260 cabeças por dia, compramos um frigorífico que já abatia 1.200 bois em Anápolis. Depois em Barra do Garça [MT], Goiânia e assim foi crescendo.
Hoje estou mais na área de pecuária, que é um serviço mais calmo, tranquilo. O mercado de carne exige muito. Eu dou assistência nas fazendas e no confinamento.
Tenho seis filhos -três homens e três mulheres-, e todos trabalham com a gente. Isso dá tranquilidade.

Buda celeste: estátua milenar foi esculpida em meteorito 29/09/2012

Buda celeste: estátua milenar foi esculpida em meteorito
O Buda espacial tem no peito uma suástica, um símbolo milenar, adotado ao inverso pelos nazistas - o que talvez explique seu interesse na estátua. [Imagem: Elmar Buchner]

Buda espacial
Uma antiga estátua budista tem tudo para integrar o roteiro de algum filme no melhor estilo Indiana Jones.
Ela já era valiosa por ter mais de 1.000 anos de idade, além de possuir em seu currículo o fato de ter sido retirada de seu sítio original por uma expedição nazista, em 1938.
Agora, Elmar Buchner e seus colegas da Universidade de Stuttgart, na Alemanha, fizeram uma descoberta que dará um novo sentido ao valor espiritual da estátua.
Pesando cerca de 10 quilogramas, o artefato foi esculpido não de uma rocha qualquer, mas de um meteorito.
E não de um meteorito qualquer, mas de um siderito, uma classe muito rara de meteoritos de ferro.
Estátuas de meteoritos
A estátua representa o deus Vaisravana, também conhecido como Jambhala no Tibete, o rei budista do norte, um dos quatro reis celestiais da mitologia budista.
Não se sabe onde a estátua foi encontrada. Ela faz parte de uma coleção particular, e só se tornou disponível para estudos em 2009.
"A estátua foi esculpida em um meteorito de ferro, de um fragmento do meteorito Chinga, que caiu na fronteira entre a Mongólia e a Sibéria cerca de 15.000 anos atrás," disse o Dr. Buchner.
Apesar de interessante, e aumentar o valor histórico da imagem, o fato não é inédito.
Os meteoritos já foram usados por muitas culturas ancestrais, incluindo os Inuítes, da Groenlândia, e os aborígenes da Austrália. Acredita-se que também a chamada Pedra Negra, em Meca, na Arábia Saudita, seja um meteorito.

Índia comprará 40 caças “Super Sukhois” da Rússia 29/09/2012


Acima um Su-30MKI da Força Aérea Indiana (IAF)
Segundo informações obtidas pelo INFORMANTE, a Índia comprará até o final deste ano cerca de 40 caças Sukhoi Su-30MKI, atualizados para a versão “Super Sukhoi”.

O acordo pode ser anunciado durante a visita do presidente russo, Vladimir Putin, à Índia, em novembro.

O custo de aquisição das 40 aeronaves é de cerca de US$ 3.7 bilhões e as entregas podem ser concluídas até 2015.

Atualmente a Índia tem cerca de 5 esquadrões de caças Su-30MKI, cada um com 20 caças. Os indianos planejam atualizar todos esses caças para o padrão “Super Sukhoi”.

A variante “Super Sukhoi” inclui um cockpit novo, um novo radar (possivelmente AESA), utiliza tecnologia furtiva em seu design. Desse modo, essa variante poderá ser considerada de 4,5ª geração. Espera-se que essa versão receba uma maior vasta gama de armas, caso da bomba Brimstone e do míssil ar-ar Meteor, bem como as novas variantes do míssil de cruzeiro supersônico BrahMos.

A nomenclatura correta desse novo Su-30 ainda é desconhecida da mídia.

Assange na ONU: “O tempo das belas palavras acabou” 29/09/2012


Da Rede Castor Photo, com tradução da Vila Vudu
Entreouvido na Vila Vudu:  Essa matéria publicada no Portal Globo omite praticamente tudo que a seguir se assiste e/ou lê. A rede Globo “noticiou” que Assange ironiza Obama em videoconferência em evento na ONU
O “jornalismo” brasileiro [só rindo!] faz mais uma vez o papel ridículo de DEMONSTRAR que existe exclusivamente para desnoticiar os fatos e só “noticiar” opiniões , p.ex., da rede Globo [risos, risos].  
Tradução completa do vídeo abaixo:




Ministro Patiño, das Relações Exteriores do Equador, companheiros delegados, senhores e senhoras.
Falo hoje como homem livre, porque, apesar de preso há 659 dias sem qualquer acusação, sou livre no mais básico e importante sentido da palavra. Sou livre para dizer o que penso.
Essa liberdade existe, porque a nação do Equador concedeu-me asilo político, e outras nações reuniram-se em apoio àquela decisão.

E porque, graças ao artigo 19 da Declaração Universal dos Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas, WikiLeaks pode “receber e divulgar informação mediante qualquer meio, e sem considerar fronteiras”.
E porque, graças ao artigo 14.1 da Declaração Universal dos Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas, que consagra o direito dos perseguidos a buscar asilo, pela Convenção de 1951 dos Refugiados e outras convenções produzidas pela ONU, posso ser protegido – como tantos outros – contra a perseguição política.
E é graças à ONU que posso exercer nesse caso meu inalienável direito de buscar proteção contra ações arbitrárias e excessivas que alguns governos empreenderam contra mim e contra funcionários e apoiadores da minha organização. E é graças à proibição absoluta de qualquer prática de tortura, consagrada na lei comum e na lei internacional e na Convenção da ONU Contra a Tortura que continuamos a denunciar torturas e crimes, como organização que somos, não importa quem sejam os criminosos torturadores.
Agradeço a cortesia do Governo do Equador, que me garante esse espaço, aqui, hoje, para outra vez falar à ONU, em circunstâncias muito diferentes de minha intervenção na Conferência Revisora Periódica Universal, em Genebra.
Há quase dois anos, falei naquela conferência sobre o trabalho que fizemos, de expor a tortura e a matança de mais de 100 mil cidadãos iraquianos.
Mas, hoje, quero contar-lhes uma história USA-americana. Quero contar a história de um jovem soldado norte-americano no Iraque.
Esse soldado nasceu em Crecent, Oaklahoma, de mãe galesa e pai que servia a Marinha dos EUA. Os pais conheceram-se e apaixonaram-se quando o pai estava alocado numa base militar dos EUA no país de Gales.
Menino, o soldado mostrou talentos excepcionais, e em três anos consecutivos ganhou o primeiro prêmio na Feira de Ciências de sua escola. Acreditava na verdade e, como todos nós, odiava a hipocrisia. 
Acreditava na liberdade e no direito de todos de buscar a felicidade. Acreditava nos valores sobre os quais se construíram os EUA independentes. Acreditava em Madison, em Jefferson e em Paine. Como muitos adolescentes, não sabia bem o que fazer da vida, mas sabia que queria defender seu país e queria aprender sobre o mundo. Alistou-se no exército dos EUA e, como seu pai, recebeu treinamento de analista de inteligência. No final de 2009, aos 21 anos, foi enviado ao Iraque.
Ali, pelo que dizem, viu um exército dos EUA que nem sempre respeitava a lei e que, de fato, praticava assassinatos e apoiava a corrupção política.
Pelo que dizem, lá, em Bagdá, em 2010, ele teria entregado a WikiLeaks, a mim, e a todos os cidadãos do mundo, detalhes que expuseram tortura de iraquianos, assassinato de jornalistas e registros detalhados da matança de mais de 120 mil civis no Iraque e no Afeganistão. Também dizem que teria entregado a WikiLeaks 251 mil telegramas diplomáticos dos EUA, que, adiante, ajudariam a deflagrar a Primavera Árabe. O nome desse jovem soldado dos EUA é Bradley Manning.
Supostamente traído por um informante, ele foi então preso em Bagdá, preso no Kuwait e preso no estado da Virginia, onde permaneceu durante nove meses em cela solitária e foi submetido a violência grave. O Relator Especial da ONU para Torturas, Juan Mendez, investigou e formalmente acusou de responsabilidade os EUA.
A porta-voz de Hillary Clinton demitiu-se. Bradley Manning, destaque da feira de ciência de sua escola, soldado e patriota, foi degradado, agredido, psicologicamente torturado pelo próprio governo de seu país. Foi acusado de crime para o qual a lei prevê a pena de morte. Passou por tudo isso, tudo que o governo dos EUA fez contra Bradley Manning visou, sempre, a conseguir obrigá-lo a testemunhar em processo contra WikiLeaks e contra mim. 
Bradley Manning permaneceu preso, sem julgamento, por 856 dias. O prazo máximo para prisão sem julgamento, pela lei militar dos EUA, é de 120 dias.
O governo dos EUA tenta construir um regime nacional de clandestinidades e segredos, opacidades, distorções e invisibilidades. Um regime no qual qualquer funcionário do governo que passe informação sensível a organização de imprensa pode ser condenado à morte, prisão perpétua ou por espionagem. E, com o funcionário, também os jornalistas que recebam a informação.
Ninguém subestime a escala da investigação que foi feita em WikiLeaks. Gostaria de poder dizer que, no final, pelo menos, só Bradley Manning foi vítima da violência dessa situação. Mas o ataque movido contra WikiLeaks em relação a esse assunto e outros gerou uma investigação que diplomatas australianos disseram ser sem precedentes, em escala e natureza. Foi o que o governo dos EUA chamou de “investigação que envolveu todo o governo”.
Agências já identificadas até agora, para registro na opinião pública, que operaram nessa investigação são, dentre outras: o Department of Defense, oCentcom, a Defence Intelligence Agency, a US Army Criminal Investigation Division, as United States Forces in Iraq, a First Army Division, a US Army Computer Crimes Investigative Unit, a CCIU, o Second Army Cyber-Command. E, nessas três investigações separadas de inteligência, o Department of Justice, significativamente, um seu US Grand Jury in Alexandria Virginia, o Federal Bureau of Investigation, o qual, segundo depoimento ao juiz, no início desse ano, produziu arquivo de 42.135 páginas sobre WikiLeaks, das quais menos de 8.000 têm algo a ver com Bradley Manning. O Department of State, o Department of State’s Diplomatic Security Services. E mais recentemente fomos também investigados pelo Office of the Director General of National Intelligencethe ODNI, pelo gabinete do Director of National Counterintelligence Executive, pelaCentral Intelligence Agency, pelo House Oversight Committee, pelo National Security Staff Interagency Committee e pelo PIAB – o President’s Intelligence Advisory Board, Corpo de Aconselhamento de Inteligência do Presidente.
O porta-voz do Department of Justice, Dean Boyd, confirmou em julho de 2012 que a investigação sobre WikiLeaks prossegue, no Department of Justice.
Apesar de todas as belas palavras de Barack Obama ontem, e foram muitas, belas palavras, é o governo dele o responsável por essa campanha que quer criminalizar a prática da livre expressão. O governo dele já agiu mais, na direção de criminalizar a liberdade de expressão, que todos os presidentes dos EUA antes dele, somados. Lembro da “audácia da esperança” [título de um dos livros biográficos de Obama]... Quem pode negar que o presidente dos EUA seja mesmo muito audacioso?!
Não é atitude de audácia, o atual governo dos EUA reivindicar os méritos pelos dois últimos anos de tanto progresso?
Não é muita audácia dizer, na 3ª-feira, que “os EUA apoiaram as forças da mudança” na Primavera Árabe?
A história da Tunísia não começou em dezembro de 2010. Nem Mohammed Bouazizi pôs fogo no próprio corpo exclusivamente para que Barack Obama seja reeleito.
A morte dele é bandeira do desespero que teve de suportar sob o governo de Ben Ali.
O mundo soube, depois de ler o que WikiLeaks publicou, que o regime de Ben Ali e seu governo foi beneficiado pela indiferença, quando não pelo apoio, dos EUA – que sabia perfeitamente de seus excessos e crimes.
Por tudo isso, muito deve ter surpreendido os tunisianos a notícia de que os EUA apoiaram as forças da mudança no país deles.
Também deve ter sido enorme surpresa para os jovens egípcios, que lavaram os olhos para livrar-se do gás lacrimogêneo norte-americano, que o governo dos EUA apoiaram a mudança no Egito.
Também com enorme surpresa, muitos ouviram Hillary Clinton insistir que o regime de Mubarak era “estável”. Sobretudo depois que todos já sabiam que não era, e que seu odiado chefe de inteligência, Omar Suleiman – que nós provamos que os EUA sabiam perfeitamente que era torturador – apareceu para assumir o lugar de Mubarak.
Grande surpresa deve ter sido para todos os egípcios, ouvir o vice-presidente Joseph Biden declarar que Hosni Mubarak era bom democrata, e que Julian Assange era terrorista high tech.
É faltar ao respeito com os mortos e os encarcerados do levante do Bahrain dizer que os EUA “apoiaram as forças da mudança.” Isso, sim, é audácia.
Quem pode dizer que não é audacioso o presidente – interessado em posar como líder do mundo – que olha para aquele mar de mudança – mudança que o povo fez – e declara que a mudança é dele?
De bom, sim, a considerar, é que tudo isso significa que a Casa Branca já viu que esses avanços são inevitáveis.
Nessa “estação de progresso”, o presidente viu, sim, de que lado o vento está soprando. Melhor faria se não se pusesse a fingir que pensa que foi o governo dele que mandou o vento soprar.
Muito bem. É melhor, pelo menos, que a alternativa – ser deixado para trás, caído na irrelevância, enquanto o mundo segue em frente.
Temos aqui de ser bem claros. Os EUA não são o inimigo. O governo dos EUA não é igual nem uniforme. Muita gente, do bom povo dos EUA apoiou, sim, as forças da mudança. Talvez até Barack Obama, pessoalmente, estivesse nesse grupo. Mas tomado como governo, todo ele, em grupo, e desde o início, o governo dos EUA ativamente opôs-se à mudança.
Trata-se aqui de fazer um registro acertado, para a história do mundo. E não é justo, nem adequado, que o presidente distorça o registro histórico, buscando ganhar eleições, ou só pelo prazer de dizer belas palavras. É importante afirmar o mérito de quem tem mérito. E não se deve atribuir-se méritos a quem não tem nenhum.
Vale o mesmo para as belas palavras. São belas. E não há quem não concorde e recomende aquelas belas palavras. Todos concordamos quando, ontem, o presidente Obama disse que os povos podem resolver em paz as suas diferenças. Todos concordamos que a diplomacia deve substituir a guerra.
Também concordamos que o mundo é interdependente, que todos temos interesses e responsabilidades nesse mundo. Também concordamos que a liberdade e a autodeterminação não são valores só norte-americanos ou ocidentais, que são valores universais.
E também concordamos com o presidente, quando diz que temos de falar com honestidade, se levamos a sério aqueles ideais. Mas belas palavras se perdem, sem ações correspondentemente belas.
O presidente Obama falou com firmeza a favor da liberdade de expressão. “Os que estão no poder” – disse ele – “temos de resistir à tentação de atacar a opinião dissidente”. 
Há o tempo das palavras e há o tempo das ações. E o tempo das palavras já acabou.
É tempo hoje de os EUA porem fim à perseguição contra WikiLeaks. De pararem de perseguir nosso pessoal. De pararem de perseguir gente que eles supõem que sejam nossas fontes.
É tempo hoje de o presidente Obama fazer a coisa certa e unir-se às forças da mudança. Não em belas palavras. Mas em ações belas.

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

O Veredito da História 28/09/2012



Publicado em 27/9/2012 por Mauro Santayana
Enviado pelo pessoal da Vila Vudu
Extraído do Blog Conversa Afiada
Ilustrações: redecastorphoto
Mauro Santayana
Cabe aos tribunais julgar os atos humanos admitidos previamente como criminosos. Cabe aos cidadãos, nos regimes republicanos e democráticos, julgar os homens públicos, mediante o voto. Não é fácil separar os dois juízos, quando sabemos que os julgadores são seres humanos e também cidadãos, e, assim, podem ser contaminados pelas paixões ideológicas ou partidárias – isso, sem falar na inevitável posição de classe. Dessa forma, por mais empenhados sejam em buscar a verdade, os juízes estão sujeitos ao erro. O magistrado perfeito, se existisse, teria que encabrestar a própria consciência, impondo-lhe sujeitar-se à ditadura das provas.
Mesmo assim, como a literatura jurídica registra, as provas circunstanciais costumam ser tão frágeis quanto as testemunhais, e erros judiciários terríveis se cometem, muitos deles levando inocentes à fogueira, à forca, à cadeira elétrica.
Estamos assistindo a uma confusão perigosa no caso da Ação 470, que deveria ser vista como qualquer outra. Há o deliberado interesse de transformar o julgamento de alguns réus, cada um deles responsável pelo seu próprio delito – se delito houve – no julgamento de um partido, de um governo e de um homem público. Não é a primeira vez que isso ocorre em nosso país. O caso mais clamoroso foi o de Vargas em 1954 – e a analogia procede,  apesar da reação de muitos, que não viveram aqueles dias dramáticos, como este colunista viveu. Ainda que as versões sobre o  atentado contra Lacerda capenguem no charco da dúvida, a orquestração dos meios de comunicação conservadores, alimentada por recursos forâneos – como documentos posteriores demonstraram – se concentrou em culpar o presidente Vargas.
Quando recordamos os fatos – que se repetiram em 1964, contra Jango – e vamos um pouco além das aparências, comprova-se que não era a cabeça de Vargas que os conspiradores estrangeiros e seus sequazes nacionais queriam. Eles queriam, como antes e depois, cortar as pernas do Brasil. Em 1954, era-lhes crucial impedir a concretização do projeto nacional do político missioneiro – que um de seus contemporâneos, conforme registra o mais recente biógrafo de Vargas, Lira Neto, considerava o mais mineiro dos gaúchos. Vargas, que sempre pensou com argúcia, e teve a razão nacional como o próprio sentido de viver, só encontrou uma forma de vencer os adversários, a de denunciar, com o suicídio, o complô contra o Brasil.
Os golpistas, que se instalaram no Catete com a figura minúscula de Café Filho, continuaram insistindo, mas foram outra vez derrotados em 11 de novembro de 1955.  Hábil articulação entre Jango, Oswaldo Aranha e Tancredo, ainda nas ruas de São Borja, depois do sepultamento de Vargas, levara ao lançamento imediato da candidatura de Juscelino, preenchendo assim o vácuo de expectativa de poder que os conspiradores pró-ianques pretendiam ocupar. Juscelino não era Vargas, e mesmo que tivesse a mesma alma, não era assistido pelas mesmas circunstâncias e teve, como todos sabemos, que negociar. E deu outro passo efetivo na construção nacional do Brasil. 
Os anos sessenta foram desastrosos para toda a América Latina. Em nosso caso, além do cerco norte-americano ao continente, agravado pelo espantalho da Revolução Cubana (que não seria ameaça alguma, se os ianques não houvessem sido tão açodados), tivemos um presidente paranóico, com ímpetos bonapartistas, mas sem a espada nem a inteligência de Napoleão,  Jânio Quadros. Hoje está claro que seu gesto de 25 de agosto de 1961, por mais pensado tenha sido, não passou de delírio psicótico. A paranóia (razão lateral, segundo a etimologia), de acordo com os grandes psiquiatras, é a lucidez apodrecida.
Admitamos que Jango não teve o pulso que a ocasião reclamava. Ele poderia ter governado com  o estado de sítio, como fizera Bernardes. Jango, no entanto, não contava – como contava o presidente de então – com a aquiescência de maioria parlamentar, nem com a feroz vigilância de seu conterrâneo, o Procurador Criminal da República, que se tornaria, depois, o exemplo do grande advogado e defensor dos direitos do fraco, o jurista Heráclito Sobral Pinto. Jango era um homem bom, acossado à direita pelos golpistas de sempre, e à esquerda pelo radicalismo infantil de alguns, estimulado pelos agentes provocadores. Tal como Vargas, ele temia que uma guerra civil levasse à intervenção militar estrangeira e ao esquartejamento do país.
Joaquim Barbosa dorme e sonha...
Vozes sensatas do Brasil começam a levantar-se contra a nova orquestração da direita, e na advertência necessária aos ministros do STF. Com todo o respeito à independência e ao saber dos membros do mais alto tribunal da República, é preciso que o braço da justiça não vá alem do perímetro de suas atribuições.
É um risco terrível admitir a velha doutrina (que pode ser encontrada já em Dante em seu ensaio sobre a monarquia) do domínio do fato. É claro que, ao admitir-se que José Dirceu tinha o domínio do fato, como chefe da Casa Civil, o próximo passo é encontrar quem, sobre ele, exercia domínio maior. Mas, nesse caso, e com o apelo surrado ao data venia, teremos que chamar o povo  ao banco dos réus: ao eleger Lula por duas vezes, os brasileiros assumiram o domínio do fato.
Os meios de comunicação sofrem dois desvios  à sua missão histórica de informar e formar opinião. Uma delas é a de seus acionistas, sobretudo depois que os jornais se tornaram empresas modernas e competitivas, e outra a dos próprios jornalistas. A profissão tem o seu charme, e muitos de nossos colegas se deixam seduzir pelo convívio com os poderosos e, naturalmente, pelos seus interesses.
O poder executivo, o parlamento e o poder judiciário estão sujeitos aos erros, à vaidade de seus titulares, aos preconceitos de classe e, em alguns casos, raros, mas inevitáveis, ao insistente, embora dissimulado, racismo residual da sociedade brasileira.
Lula, ao impor-se à vida política nacional, despertou a reação de classe dos abastados e o preconceito intelectual de alguns acadêmicos sôfregos em busca do poder. Ele cometeu erros, mas muito menos graves e danosos ao país do que os de seu antecessor. Os saldos de seu governo estão  à vista de todos, com a diminuição da desigualdade secular, a presença brasileira no mundo e o retorno do sentimento de auto-estima do brasileiro, registrado nos governos de Vargas e de Juscelino.
É isso que ficará na História. O resto não passará de uma nota de pé de página, se merecer tanto. 

Pedras sugerem que houve água corrente em Marte 28/09/2012

Imagens da Nasa indicam um canal de água corrente com cerca de 1 metro de profundidade


O robô Curiosity, da agência espacial dos Estados Unidos (Nasa), tirou fotos de uma formação rochosa em Marte que sugere a existência prévia de um canal de água corrente, com cerca de 1 metro de profundidade.
Essa é a evidência mais convincente de que já existiu água corrente no planeta vermelho - Nasa/Reuters
Nasa/Reuters
Essa é a evidência mais convincente de que já existiu água corrente no planeta vermelho
Um dos motivos para a conclusão dos cientistas é a forma arredondada das pedras no local, que teria sido provocada por água. Além disso, elas são grandes demais para terem sido movidas pelo vento. Segundos os cientistas, é a evidência mais convincente de que já existiu água corrente no planeta vermelho.
"Houve uma corrente vigorosa na superfície de Marte", afirmou o cientista-chefe John Grotzinger. A descoberta não é uma completa surpresa, já que o local onde o Curiosity pousou foi escolhido porque já se suspeitava disso. / AP

Sonda encontra vestígios de antigo riacho em Marte 28/09/2012


O jipe-robô Curiosity, que há quase dois meses explora a superfície marciana, encontrou evidências do que parece ter sido um riacho que um dia correu vigorosamente pelo solo de Marte.
Já existiam evidências anteriores da existência de água no planeta vermelho, mas as imagens registradas pela sonda são o que há de mais representativo até agora.
Nas fotos, é possível ver as marcas da ação da água sobre as rochas marcianas.
Os cientistas estão estudando agora as imagens de pedras "concretadas" em uma camada de rocha agrupada. O tamanho e a forma dessas pedras oferecem pistas sobre a velocidade e o comprimento do fluxo desse riacho há muito desaparecido.

Nasa/Associated Press
Imagem da superfície marciana feita pelo Curiosity mostra afloramento com indícios de antigo riacho
Imagem da superfície marciana feita pelo Curiosity mostra afloramento com indícios de antigo riacho
Segundo os cientistas, a água bateria em algum lugar entre o tornozelo e o quadril de um adulto.
"Muitos artigos foram escritos sobre os canais de água em Marte, com muitas hipóteses diferentes sobre seus fluxos. Esta é a primeira vez que nós estamos realmente vendo cascalho transportado por água no planeta. É uma transição entre a especulação do tamanho do material dos riachos para a observação direta deles", avalia William Dietrich, coinvestigador científico do Curiosity e pesquisador da Universidade da Califórnia em Berkeley.
O local da descoberta é próximo da área em que o Curiosity pousou, entre o norte da cratera Gale e a base do monte Sharp, uma montanha dentro da cratera. Imagens anteriores do local permitiram interpretações adicionais do conglomerado.
A forma arredondada de algumas pedras do conglomerado indica que elas foram transportadas por longas distâncias. A abundância de canais entre a margem e o aglomerado de pedras sugere que o fluxo continuou ou se repetiu durante muito tempo, e não apenas uma vez ou por só alguns anos.
A descoberta foi feita a partir do estudo de dois afloramentos, batizados de "Hottah" e "Link". As imagens foram feitas durante os 40 primeiros dias após o pouso do Curiosity. Essas observações seguiram pistas anteriores de um outro afloramento, que foi descoberto quando o robô estava pousando.
O cascalho encontrado nos conglomerados varia em tamanho e forma. Alguns não são maiores do que um grão de areia, enquanto outros chegam ao tamanho de uma bola de golfe. Alguns são angulosos, mas muitos são arredondados.
"Os formatos mostram que eles foram transportados e e o tamanho indica que isso não pode acontecer pelo vento. Foram transportados pelo fluxo da água", diz Rebecca Williams, uma das pesquisadoras do Curiosity.
A equipe científica pode usar o Curiosity para aprender mais sobre a composição química desse material e o que mantém esse aglomerado junto, revelando mais características desse ambiente molhado que formou os depósitos.
E isso, dizem os cientistas, é só o começo. A missão do Curiosity está prevista pra durar dois anos. Os pesquisadores irão usar os dez instrumentos científicos da sonda para investigar se a cratera Gale e seus arredores um dia já ofereceram condições ambientais favoráveis à vida de micróbios.

Governo vai aplicar R$ 9 bilhões para proteger instalações estratégicas 28/09/2012

A usina hidrelétrica de Itaipú é considerada uma instalação "sensível" para o governo brasileiro e um
potencial alvo para uma nação estrangeira 

Preocupado com a defesa de instalações sensíveis a ataques externos ou mesmo internos, o Exército iniciou a execução do Projeto Proteger, que estabelece o Sistema Integrado de Proteção de Estruturas Estratégicas Terresres (EETer). Os investimentos do Governo federal para o setor serão da ordem de R$ 9,9 bilhões, para aplicação em aproximadamente 12 anos. A meta é capacitar os militares para a execuçao de medidas de prevenção e/ou atuação em caso de necessidade.

“São mecanismos de defesa de instalações, serviços, bens e sistemas cuja interrupção ou destruição, total ou parcial, provocaria sério impacto social, ambiental, econômico, político, internacional ou à segurança do Estado e da sociedade”, explica o general de brigada José Fernandes Iasbech, do Escritório de Projetos do Exército (EPEx).

Também gerente do Proteger junto ao Quartel General do Exército, em Brasília, Iasbech exemplifica como estruturas de proteção especial, de interesse da defesa nacional, serviços como energia, comunicações, águas, transportes, finanças, setores cibernético, nuclear, espacial e ativos da informação.

Desafio
De acordo com o general, o  desafio é equipar e capacitar  a força terrestre para ações  de prevenção e antecipação  em defesa de estruturas que  são relevantes para a defesa  nacional. Uma sabotagem ou  mesmo um outro tipo de ataque a instalações dessa natureza implicaria em sérios prejuízos para o País.

“O Proteger é um enorme  avanço, desde a prevenção,  que hoje não existe – e passará  a existir, passando pela antecipação”, ressalta o oficial do  EPEx, afirmando que a partir  dessa preparação “o Exército  estará capacitado para uma  pronta resposta”

Os recursos financeiros  previstos serão empregados  na aquisição de sistema de  comunicações, equipamento  para tropas (viaturas, armamento não letal, proteção),  bem como na adequação das instalações. O montante também prevê a compra de equipamentos, como embarcações, viaturas e armamentos,  e o treinamento de 85 mil integrantes das forças militares. Segundo avaliação do Exército, todas essas estruturas  estratégicas respondem por  92% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro , daí também a  necessidade de uma proteção  integrada.

Pontos  Sensíveis
São 13.300 alvos  estratégicos do  “Proteger”. O  mapeamento do  Exército identifica os  689 pontos – usinas  hidrelétricas, nucleares,  termelétricas,  refinarias, linhas  de transmissão,  gasodutos e portos  – mais vulneráveis a  ataques. Hoje, apenas  371 dos chamados  pontos sensíveis  são monitorados  permanentemente  pelo Gabinete de  Segurança Institucional  (GSI), subordinado  à Presidência da  República.

Aperfeiçoamento
De acordo com o general Iasbech, o projeto não é mais que um aperfeiçoamento dos  trabalhos de segurança integrada que o Exército sempre  desenvolveu. “Não há um só  palmo do território brasileiro  que não esteja planejado, que  não tenha a sua defesa planejada pelo Exército”

Ainda conforme o gerente militar, “hoje nós compreendemos que o avanço  econômico do País demanda um aperfeiçoamento  desse sistema e esse é o Sistema Proteger que estamos  desenvolvendo”.

Brasil é o único dos Brics sem sistema de proteção

Ao defender o Proteger, o  general de brigada José Fernandes Iasbech lembra que o  Brasil é o único país integrante do Bric (grupo formado por  Brasil, Rússia, Índia, China e  África do Sul) que não tem esse  sistema integrado de proteção  às estruturas estratégicas.

“O Brasil cresce vertiginosamente. O patrimônio cresce  vertiginosamente. Precisamos adequar nossas tropas e  o nosso treinamento para que  se for determinado pelo Governo federal possamos agir  com presteza e eficácia”, ressalta o oficial.

Exemplos
Para definir o Sistema Proteger o comando do Exército  levou em consideração casos  passados tidos como exemplares, como a invasão da  CSN, a greve da refinaria de  Paulínea e um curto na rede de Tucuruí, que não teve  influência de grevistas, mas  afetou boa parte do País. Uma invasão a qualquer  um desses pontos sensíveis  traria sérias consequências,  dada a natureza e importância desses serviços para  todo o Brasil.

Recop prevê recuperação da capacidade operacional

Dentro das prioridades estratégicas trabalhadas no  Livro Branco de Defesa Nacional (LBDN), o Quartel  General do Exército também criou um programa para a recuperação e modernização de equipamentos  e tecnologias, o que deve  ser efetivado ao longo de 10  anos, a um custo aproximado de R$ 11 bilhões. Trata-se do Projeto Estratégico de  Recuperação da Capacidade  Operacional (Recop)

O projeto prevê o reaparelhamento e adequação do  Exército Brasileiro para dotar  as unidades de produtos de  defesa imprescindíveis ao emprego operacional.

O Recop inclui a modernização e revitalização dos  meios de aviação do Exército,  de carros de combate M60 Leopard e das viaturas blindadas M113. Junto a isso estão  previstas aquisições de embarcações fluviais, viaturas,  equipamentos e material de  artilharia de campanha e armamento individual.

Nesse contexto, o fuzil ainda  hoje em utilização pelo Exér-cito, o FAL (Fuzil Automático  Leve), é o fabricado pela Imbel  e tem mais de 30 anos de uso,  totalmente obsoleto para o  emprego militar. Ele deve ser  substituído pelo IA2, desen-volvido e produzido no Bra-sil também pela Imbel e que  atende aos Requisitos Opera-cionais Conjuntos (ROC) das  Forças Armadas aprovados  pelo Estado-Maior Conjunto  da Marinha, Exército e Aeronaútica.

Fuga de capitais da Espanha alcança 235,375 bilhões de euros até julho 28/09/2012

Do Terra

Um total de 235,375 bilhões de euros saíram da Espanha nos sete primeiros meses do ano como consequência da fuga de investimentos.
No mesmo período de 2011, o saldo era positivo e acumulava uma entrada líquida de capital de 17,689 bilhões, de acordo com os dados da balança de pagamentos publicados nesta sexta-feira pelo Banco da Espanha.
A fuga de capitais do país até o mês de julho representa o número mais alto de toda a série histórica.
No entanto, em julho só saíram 15,030 bilhões de euros, muito abaixo do valor registrado no mês anterior, que foi de mais de 56 bilhões de euros.
O saldo na balança já está negativo há 13 meses, embora a maior parte dela corresponda à operações interbancárias (entre instituições financeiras), enquanto a quantidade de depósitos de empresas e famílias que saíram da Espanha não é tão grande em comparação (9,784 bilhões de euros entre janeiro e julho).
No total, os investimentos no mercado financeiro -empréstimos, depósitos e outros instrumentos- acumularam saídas líquidas no valor de 164,882 bilhões de euros, frente às entradas líquidas de 27,624 bilhões de euros no mesmo período de 2011.
Em relação aos investimentos em ações, fundos de investimento, bônus, obrigações e instrumentos do mercado monetário, foi registrada uma saída líquida de 83,353 bilhões de euros, enquanto há um ano esse número foi de 151,1 milhões de euros.
Neste caso foi maior a fuga de capital estrangeiro (95,728 bilhões de euros), enquanto foram repatriados 12,375 bilhões de euros.
Os investimentos diretos originaram nos sete primeiros meses do ano entradas líquidas de 1,311 bilhões, frente aos 763,4 milhões de 2011. EFE

Membros da CPI dos Incêndios em Favelas (em SP) são financiados pelo setor imobiliário 28/09/2012



Todos os membros da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) montada na Câmara Municipal de São Paulo para investigar os incêndios em favelas são financiados por empresas ligadas à construção civil e ao setor imobiliário. Juntos, os seis membros da comissão receberam na eleição de 2008, mais de R$ 782 mil, segundo as prestações de contas apresentadas à Justiça Eleitoral.

São Paulo - Todos os membros da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) montada na Câmara Municipal de São Paulo para investigar os incêndios em favelas são financiados por empresas ligadas à construção civil e ao setor imobiliário. Juntos, os seis membros da comissão receberam na eleição de 2008, mais de R$ 782 mil, segundo as prestações de contas apresentadas. E na atual briga para a reeleição, suas prestações de contas parciais já contabilizam mais de R$ 338 mil em doações. Os valores totais podem ser muito maiores já que algumas doações estão registradas em nome pessoal ou dos comitês financeiros dos partidos.

A comissão instalada em abril deste ano realizou apenas três sessões e cancelou outras cinco. Na última quarta-feira (27), movimentos sociais e familiares compareceram à Câmara para acompanhar a reunião que estava agendada. Diante dos manifestantes, o presidente da CPI Ricardo Teixeira (PV) justificou o cancelamento, por falta de quórum e compromisso dos demais vereadores. Entre os colegas de Comissão, Teixeira é o campeão de arrecadação de doações por ter recebido mais de R$ 452 mil no pleito de 2008. E ao mesmo tempo que preside a comissão, já acumula mais de R$ 150 mil de contribuição do setor imobiliário para conseguir sua reeleição.

Comissão suspeita
Ushitaro Kamia (PSD), Toninho Paiva (PR), Anibal de Freitas (PSDB), Edir Sales (PSD) além de receberem investimentos de construtoras, empreiteiras e empresas relacionadas, haviam registrado em 2008, junto com Ricardo Teixeira (PV), doações da Associação Imobiliária Brasileira (AIB). A entidade foi investigada por doações irregulares de R$ 6,7 milhões a 50 candidatos e oito comitês de campanha. Por este motivo, em outubro de 2009, o promotor eleitoral Mauricio Antônio Ribeiro Lopes, do Ministério Público, pediu a revisão das contas para a Justiça Eleitoral. Trinta dos 55 vereadores paulistanos poderiam ter seu mandato cassado, incluindo os membros da CPI dos Incêndios em Favelas Ricardo Teixeira e Ushitaro Kamia. A ameaça de cassação também caiu sobre o prefeito Gilberto Kassab (PSD) e sua vice Alda Marco Antonio, em 2010, por captação ilícita de recursos, mas todos eles conseguiram reverter a decisão judicial.

As empreiteiras lideram o ranking de doações para as campanhas eleitorais em todo o país em 2012. As seis maiores da lista (Andrade Gutierrez, OAS, Queiroz Galvão, Carioca Christiani Nielsen, UTC e WTorre) gastaram mais de R$ 69 milhões, entre doações ocultas e não ocultas.

Em texto recente, Guilherme Boulos, militante do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), afirma que “as construtoras Camargo Correa, EIT, OAS e Engeform (que constam entre as maiores do Brasil) doaram juntas para a campanha de Kassab em 2008 cerca de R$ 6 milhões e em troca somaram em contratos junto à prefeitura nos 4 anos seguintes, nada menos que R$ 639 milhões”. O militante ainda destaca que “a prefeitura destinou em 2011 o valor absurdo de R$ 1mil reais para a compra de áreas para a construção de habitação popular”.

Incêndios criminosos

A CPI surgiu para investigar o aumento de incêndios em favelas e moradias precárias na cidade e as suspeitas de serem criminosos, inclusive por acontecerem em regiões de valorização imobiliária.

Somente este ano, segundo o Corpo de Bombeiros, foram mais 68 incêndios em favelas. Desde 2005, foram mais de 1000 ocorrências de incêndios. Em 2011, foram registrados 181 incêndios na cidade de São Paulo. Em 2010 foram 107; em 2009, 122; em 2008, 130; em 2007, 120; em 2006, 156; e em 2005; 155. Pelos registros da ocorrências que consideram incêndios em barracos e em outras cidades do estado, os números são muito maiores. Planilhas enviadas pelos Bombeiros para a Carta Maior em janeiro mostram por exemplo que, em 2009 foram 427 ocorrências (295 em barracos e 132 em favelas). Em 2010, foram 457 ocorrências (330 em barracos e 198 em favelas). Esses números, no entanto, não coincidem com o de outros órgãos.

Os dados do Corpo de Bombeiros e da Defesa Civil já foram apresentados aos membros da CPI, assim como se tentou ouvir representantes das subprefeituras. A próxima reunião ficou marcada para o dia 17 de outubro, quando, os moradores que buscam explicações, mesmo se saírem sem saber a causa dos incêndios e sem soluções para a falta de moradia, saberão o valor total das doações do setor imobiliário para cada um dos vereadores da comissão.

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

UE considera bancos e setor de energia para novas punições ao Irã 27/09/2012





As tensões entre Irã e Israel estão se agravando e podem resultar em uma nova guerra no Oriente Médio, já que os esforços diplomáticos de anos para encerrar a disputa sobre o programa nuclear iraniano não deram resultados

 
BRUXELAS – Autoridades europeias estão considerando novas sanções ao Irã, que entrariam em vigor em outubro e afetariam muito as relações comerciais e o setor bancário do país, disseram diplomatas.
As tensões entre Irã e Israel estão se agravando e podem resultar em uma nova guerra no Oriente Médio, já que os esforços diplomáticos de anos para encerrar a disputa sobre o programa nuclear iraniano não deram resultados.
Em resposta, governos europeus e os Estados Unidos estão tomando uma nova frente para convencer Teerã a moderar o enriquecimento de urânio, que seria parte do programa para construir uma bomba nuclear. O país persa nega qualquer objetivo militar e diz que pretender aumenta a oferta de energia por meio da energia nuclear.
Os ministros das Relações Exteriores da França, Alemanha e Reino Unido pediram recentemente aos homólogos na União Europeia que acordassem novas sanções no encontro de 15 de outubro.
"Temos que mostrar ao Irã como ele esgotou nossas opções", escreveram Laurent Fabius, Guido Westerwelle e William Hague em carta, cuja cópia a Reuters teve acesso.
Os três ministros citaram energia, finanças, comércio e transporte como os setores a mirar.
Mais bancos comerciais correm o risco de entrar na lista da UE de bens a congelar, disseram vários diplomatas, sem precisar o nome das instituições. As sanções dos Estados Unidos se voltaram para mais de dez bancos que a UE não incluiu até agora mais pode passar a punir.
As novas sanções também podem incluir determinadas companhias de transporte marítimo, segundo diplomatas, mas ainda não está claro se vão considerar a Companhia Nacional Iraniana de Petróleo, uma das maiores petrolíferas do mundo e que os Estados Unidos relacionaram à Guarda Revolucionária.
Reuters

Rebeldes que assassinaram Kadhafi estão morrendo um por um 27/09/2012





Na França, morreu um dos rebeldes envolvidos na captura de Muammar Kadhafi no ano passado, informa a Al-Jazeera.

Omran Shaaban, que, há um ano, foi o primeiro encontrar o abrigo do ex-líder líbio Muammar Kadhafi em Sirte, morreu em um dos hospitais de Paris, onde foi tratado após tortura e lesões graves sofridas quando foi tomado como refém pelos adeptos do líder deposto.
Este não é o primeiro caso da morte das pessoas envolvidas na captura de Kadhafi. Sob circunstâncias misteriosas morreram alguns jovens diretamente envolvidos na operação.
portuguese.ruvr.ru

EUA: Pobreza: realidade que não se pronuncia 27/09/2012



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| Posted by Sabrina Duran
Lançado em abril desse ano, o livro já está em sua terceira edição e praticamente esgotado nas principais livrarias de Nova York
Além de todos os artigos, reportagens, filmes, programas de TV e outras fontes de informação que pesquisei para fazer esta cobertura, um livro tem sido essencial e embasará muitos dos textos publicados aqui: “The rich and the rest of us” (Os ricos e o resto de nós), do escritor Tavis Smiley e do professor universitário Cornel West, lançado em abril deste ano. Os autores percorreram, em ônibus, 18 cidades dos Estados Unidos tentando entender aquilo cuja existência a nação norte-americana ainda se recusa a aceitar e nomear: a pobreza.
Smiley e West entrevistaram pessoas que um dia já fizeram parte da típica classe média norte-americana, com casa, carro, plano de saúde, emprego estável, filhos em boas escolas, TV a cabo, etc. Mas são cidadãos que, de repente, com a crise, perderam tudo, começando pelo emprego – e não apenas um dos membros da família, mas todos ficaram desempregados.
Com esse duro golpe, surgiram as dificuldades que parecem nunca parar de se multiplicar e renovar: ficaram dependentes do seguro social do governo, colecionam cupons de desconto de comida para conseguir se alimentar, buscam suporte de organizações de apoio a desabrigados e desempregados, dormem nos próprios carros (quando perderam a casa e ainda conseguem conservar o veículo) , engrossam as estatísticas do desemprego e tantas outras carências.
Uma verdadeira miríade de dificuldades que antes – e aqui está o grande ponto do livro de Smiley e West – acontecia apenas com “os outros”, com “aqueles pobres” sobre o qual falavam nos noticiários de maneira distante. Só que agora, o “eles” transformou-se em “nós”, e a classe média norte-americana virou a classe pobre, paralisada com a falta de recursos materiais, com a fome e o desemprego, mas também com o fato social profundo, carregado de preconceitos e estigma, de ser chamado de pobre.
O nome que não se fala
Num país com cerca de 300 milhões de habitantes, 150 milhões estão em pobreza “persistente” ou perto da pobreza, segundo apuraram os autores do livro. Cerca de 14 milhões de pessoas estão oficialmente desempregadas – neste número não são contabilizadas os cidadãos que já desistiram de buscar emprego. Estes são alguns dos piores índices em mais de 50 anos. Enquanto isso, apenas 400 cidadãos extremamente ricos possuem a riqueza de 150 milhões de pessoas no país.
Para além das 12 ideias concretas para combater a pobreza que os autores apresentam no final do livro, Smiley e West estão certos de que o desafio para os Estados Unidos neste século é, antes de tudo, de ordem cultural: para enfrentar a pobreza de fato, é preciso admitir que ela existe, chamá-la pelo nome e acabar de vez com o estigma de que ela é fruto de desvio de caráter, de inabilidade social, profissional ou das escolhas erradas feitas pelas pessoas.
A pobreza instalada hoje nos Estados Unidos, segundo os autores, é resultado da desindustrialização, do envio de empregos para fora do país, dos benefícios fiscais concedidos aos ricos, dos lucros exorbitantes das empresas, além de outros inúmeros fatores. Assim, ela já não é mais “primazia” de negros, latinos e mulheres – embora eles ainda sejam os mais prejudicados. No fim das contas, a pobreza – com suas roupagens contemporâneas – ainda é resultado da ganância, da histórica exploração dos menos favorecidos pelos ricos, sempre em nome da maximização do lucro e do acúmulo de riqueza.
A pobreza na boca dos políticos
Cornel West e Tavis Smiley. Foto retirada do site do livro: www.therichandtherestofus.com
Trazendo o tema para o momento das eleições, os autores dizem que os candidatos em campanha dirão frases perfeitas de apoio à classe média. “É o terreno seguro”, dizem. “A maioria da classe média deslizante e dos novos pobres são votantes brancos. Apoiar a classe média não tem risco inerente; não demanda nenhum sacrifício especial”.
Apoiar os pobres, porém, é um terreno arriscado para os políticos – para Obama e Romney, neste caso. E isso porque sair em defesa dos pobres significa, por tabela, condenar e contrariar as ações dos ricos, daquele 1% que controla 42% da riqueza do país feita à custa do empobrecimento alheio, daquele 1% que, por acaso, é o que financia as campanhas dos candidatos – e hoje em dia, tornar-se presidente dos Estados Unidos é uma tarefa bilionária. A pobreza não é obra do acaso, assim como a vista grossa que se faz sobre ela.
Em tempo
Confiram no Instagram (@omundi) a galeria de fotos que fiz ontem caminhando por duas regiões completamente díspares de Nova York: Upper East Side, uma das partes mais ricas de Manhattan, e a Bushwick Avenue, uma das avenidas mais descuidadas do Brooklin, bairro a sudoeste da cidade. Diferenças que quase não aparecem nos noticiários do Brasil e que, segundo apuraram Smiley e West, estão longe de serem conhecidas e assimiladas até pelos norte-americanos.

Quer acompanhar as principais fotos dessa viagem? Siga o Opera Mundi no Instagram: @omundi

Ex-militares sírios abandonam grupos armados da oposição 27/09/2012

O ex-coronel Khaled Amel e outros ex-militares sírios que desertaram para as filas do chamado Exército Livre Sírio anunciaram na quarta-feira (26) que abandonaram esse agrupamento violento.


Em coletiva de imprensa na capital, Damasco, Amel informou sobre sua decisão, assim como de um grupo de militares que tinham se somado aos elementos armados da oposição.

Segundo uma fonte de crédito, o grupo pôs-se sob custódia das Forças Armadas nacionais, o Exército Árabe Sírio.


Prensa Latina

Ahmadinejad: ONU precisa de reformas estruturais 27/09/2012


Em sua oitava intervenção diante da Assembleia Geral das Nações Unidas, agora na sua 67ª sessão, o presidente do Irã, Mahmud Ahmadinejad, disse que receberia com alegria qualquer esforço realizado pela organização e seus membros para estabelecer a paz e alcançar a estabilidade no mundo.


Na sessão, realizada na sede da organização em Nova York, nos Estados Unidos, Ahmadinejad disse que a ONU passa por um período de "declínio" e precisa de uma reforma estrutural.

"Hoje em dia, todos os países estão descontentes com a ordem mundial imperante e a administração equívoca do mundo está causando problemas globais", assinalou o chefe do Executivo persa.

Mais adiante, afirmou que a atual situação do mundo é originada no egoísmo e no ódio, e é resultado de uma administração errada. Em outra parte de suas declarações, Ahmadinejad se referiu ao poder de veto na ONU, qualificando-o como um obstáculo para a defesa do direito das nações.

Armas nucleares para intimidar

Ahmadinejad também acusou o Ocidente de intimidar com meios nucleares o resto das nações do planeta.

"A corrida armamentista e a intimidação pelo uso de armas de destruição em massa e armas nucleares pelas potências imperialistas se tornou uma prática comum", disse Ahmadinejad.

"A ameaça contínua dos sionistas contra a nação iraniana é um exemplo claro dessa amarga realidade", agregou.

"No mundo contemporâneo, testemunhamos que o unilateralismo, adotando políticas ambíguas, impõe guerras, promove a insegurança e a ocupação, o monopólio econômico e a dominação de centros sensíveis no mundo", continuou o chefe do Executivo iraniano.

Para Ahmadinejad, a realização de testes militares destrutivos usando armas avançadas, ameaçando o mundo, e usando falsas premissas, tornaram-se uma espécie de jargão para forçar as nações a desistirem de sua soberania.

"Sob tais circunstâncias, não há confiança nenhuma nas relações internacionais e não há dispositivos críveis e seguros para resolver os atuais conflitos", afirmou.

"Os países que estocaram milhares de bombas e armas não podem se sentir seguros em tal situação", afirmou.

De São Paulo,
Humberto Alencar
da Redação do Vermelho

A ONU tem que mudar, afirma Evo Morales 27/09/2012


O presidente da Bolívia, Evo Morales, afirmou que as mudanças a nível internacional solicitadas pelo secretário geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, devem começar pela própria organização mundial.


"E devem conduzir para que a ONU cumpra com os acordos que ela mesma adota, como no caso da demanda reiterada durante 20 anos consecutivos para o levantamento do bloqueio dos Estados Unidos contra Cuba", destacou.

Em entrevista à Prensa Latina em Nova York, o presidente boliviano disse que a ONU não pode continuar sem aplicar as decisões que adota nem ser cúmplice de "um Conselho de Insegurança nem de intervencionismos e unilateralismos".

"Aqui há 99% de países que recusam o bloqueio norte-americano contra Cuba e a ONU não aplica esse acordo devido às imposições dos Estados Unidos", assegurou o chefe de Estado boliviano.

Durante o debate presidencial iniciado na última terça-feira (25) no organismo mundial, Morales perguntou-se: "Diante dessa situação, para que serve as Nações Unidas?"

"Todos os Estados membros têm os mesmos direitos e por isso têm que ser cumpridos os acordos atingidos", insistiu, ao citar o exemplo da América Latina e de resoluções adotadas mas não executadas.

Nesse sentido, mencionou os casos das Ilhas Malvinas, ocupadas pelo Reino Unido e reivindicadas pela Argentina, o direito da Bolívia a contar com uma saída ao mar e o bloqueio contra Cuba.

Bases militares na América Latina

Ele acrescentou o problema das bases militares estrangeiras em território latino-americano como outro dos assuntos que o organismo deveria considerar por constituir um exemplo de intervencionismo sob o pretexto da luta contra o narcotráfico e o terrorismo.

Sustentou que o conceito de economia verde impulsionado pela máxima direção da ONU é um disfarce do capitalismo voraz para garantir o controle absoluto dos recursos naturais do planeta.

"Está claro: os países subdesenvolvidos têm que desmatar suas florestas, enquanto os industrializados cuidam das suas e, além disso, é preciso ainda pagar-lhes para que prosperem", explicou.

Fonte: Prensa Latina

"França supera barreira simbólica de 3 milhões de desempregados" 27/09/2012




A barreira simbólica de três milhões de desempregados foi superada em agosto na França, confirmou nesta quarta-feira o ministro do Trabalho, Michel Sapin, horas antes da divulgação das estatísticas oficiais."Sim, é ruim, é muito ruim, ao ritmo que já havia sido registrado antes do verão. Acredito que o número, simbólico mas forte, de três milhões de desempregados na França seja superado", declarou o ministro ao canal France 2.Caso sejam considerados no número de desempregados os trabalhadores que exerceram atividade reduzida, às vezes de apenas poucas horas por mês, o resultado alcança 4,45 milhões de desempregados.De acordo com Sapin, os três milhões de desempregados sem nenhuma atividade são o "resultado de uma política" que o governo socialista encontrou ao chegar ao poder, em maio, e "uma das razões pelas quais os franceses desejaram mudar de presidente".

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

EUA vão boicotar discurso de Ahmadinejad na ONU 26/09/2012







Os Estados Unidos decidiram boicotar o discurso que vai pronunciar hoje (quarta-feira) na Assembleia Geral da ONU o presidente iraniano Mahmud Ahmadinejad, anunciou a missão americana nas Nações Unidas. Segundo a missão, Ahmadinejad "aproveitou mais uma vez sua visita à ONU para proferir teorias paranoicas e insultos repugnantes contra Israel. É por isso que Estados Unidos decidiram não assistir ao discurso".
"É particularmente desafortunado que Ahmadinejad tenha esta plataforma da Assembleia da ONU em pleno Yom Kippur" (uma das celebrações mais importantes para os judeus), afirmou Erin Pelton, porta-voz da missão. Ahmadinejad tem se mostrado desafiante desde sua cehgada a Nova York, dando pouca importâncias às advertências das potências ocidentais, que temem que seu programa atômico tenha fins militares.
AFP

Novos blindados brasileiros aposentarão carros obsoletos 26/09/2012




O protótipo do Guarani modernizado no pavilhão de sua produtora, a Iveco. - Foto: Divulgação/Iveco
Thiago Gomes
 
 
 
Com veículos totalmente obsoletos, inservíveis para as operações de defesa nacional, o Governo federal decidiu modernizar a sua frota de blindados . Do Planalto saiu a autorização ao Ministério da Defesa para que o Exército aplique R$ 20 bilhões na execução do Projeto Estratétigico Guarani, responsável pelo desenvolvimento e implantação da Nova Família de Blindados de Rodas (NFBR).

O Guarani é o primeiro modelo de um grupo de blindados a ser produzido no País. São carros de combate anfíbios sobre rodas que substituirão, de forma gradativa, os atuais blindados Urutu e Cascavel empregados pelo Exército e que foram fabricados pela Engesa. Os veículos a serem substituídos tem mais de 30 anos de utilização.

O coronel Marco Aurélio de Almeida Rosa é o oficial designado pelo Comando do Exército, em Brasília, para gerenciar o Guarani. Falando ao Correio do Estado, ele assegurou que “a amplitude desse projeto é maior do que se vê”, uma vez que à sua retaguarda estão itens que vão desde avanços na capacitação do militar até o desenvolvimento de tecnologias, com a modernização de sistema de comunicações, comando e controle, armas, treinamento e outros. (Correio do Estado - MS)

SUS oferecerá remédios para doença pulmonar 26/09/2012

SUS terá seis remédios para doença pulmonar crônica



Em até seis meses, a rede pública de saúde vai passar a oferecer seis medicamentos para tratar os sintomas da chamada DPOC (doença pulmonar obstrutiva crônica).
A DPOC, que atinge cerca de 8 milhões de brasileiros e é uma das principais causas de morte no país, destrói estruturas do pulmão pelo contato constante com fumaça (do cigarro e da queima de lenha, por exemplo), explica Fernando Lundgren, presidente da comissão de DPOC da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia.
Os principais afetados pela doença são fumantes e ex-fumantes. Os doentes têm constante falta de ar.
Os seis medicamentos -os corticoides inaláveis budesonida e beclometasona e os broncodilatadores fenoterol, sabutamol, formoterol e salmeterol- já existem no SUS para tratar outras doenças. Agora, serão oferecidos para pacientes com a DPOC.
Eles também terão acesso a uma terapia domiciliar com oxigênio e à vacinação contra o vírus da gripe, que pode agravar a doença.
A oferta dos medicamentos e da vacina é positiva, diz Lundgren. Mas ele aponta que esses remédios não evitam as manifestações futuras da doença. (JOHANNA NUBLAT)

Senado aprova MP do Código Florestal 26/09/2012


O projeto de lei de conversão segue agora para sanção presidencial, uma vez que não sofreu alterações e não precisará retornar para nova análise da Câmara dos Deputado | Foto: José Cruz
Da Agência Brasil 
O Senado Federal aprovou na terça-feira (25), sem alterações, o projeto de lei de conversão referente à Medida Provisória do Código Florestal. O texto original enviado pelo Poder Executivo recebeu quase 700 emendas na comissão especial mista que analisou a matéria. Nela, após muita polêmica, um acordo entre congressistas ruralistas e ambientalistas resultou no texto aprovado pela Câmara dos Deputados e, hoje, pelo Senado.
Entre as alterações inseridas no projeto pela comissão especial, as principais são referentes às áreas de preservação permanentes (APPs) em margens de rios e de nascentes. Os parlamentares da comissão modificaram a chamada “escadinha” proposta pelo governo federal, que estabelecia quanto das margens de rios desmatadas deveriam ser replantadas de acordo com o tamanho da propriedade.
Por serem maioria, os parlamentares da bancada ruralista conseguiram estabelecer no projeto que, nas propriedades de 4 a 15 módulos fiscais deverão ser recompostos 15 metros de mata nas margens dos rios com até 10 metros de largura. Quem tiver propriedades maiores que isso, independente do tamanho do curso d’água, deverá recompor de 20 metros a 100 metros, a ser definido pelas autoridades estaduais.
Já os parlamentares ambientalistas se deram por satisfeitos ao conseguirem impor no texto que as nascentes e olhos d’água deverão ter APPs ao seu redor de, no mínimo, 15 metros, a serem recompostos em caso de desmatamento pelos donos das propriedades. Além disso, o projeto também prevê a manutenção de 50 metros de APPs no entorno das veredas e áreas encharcadas.
Para que a recomposição seja feita, será criado um Programa de Regularização Ambiental (PRA) que regulamentará a permissão para que os produtores possam converter as multas ambientais em investimentos no reflorestamento de suas reservas legais e APPs.
A Medida Provisória do Código Florestal foi editada pela presidente Dilma Rousseff para suprir as lacunas deixadas pelos vetos feitos por ela à lei que reformou o código. Durante as negociações sobre a MP na comissão especial, o governo chegou a divulgar nota na qual declarou não ter participado do acordo que resultou no texto aprovado hoje e que, portanto, não tinha qualquer compromisso com ele. A declaração gerou tensão entre os parlamentares ruralistas, que ficaram com receio de que a presidenta faça novos vetos ao projeto aprovado pelo Congresso.
Apesar disso, o senador Jorge Viana (PT-AC), que tem atuado como porta-voz informal do governo nas questões ambientais, disse acreditar que a presidenta não deverá tomar esta medida novamente. Na opinião dele, a proposta aprovada é “a melhor para o meio ambiente” e esse deve ser o argumento usado para tentar convencer a presidenta a não promover novos vetos na matéria.
“O entendimento que foi construído aqui leva em conta a realidade das bacias hidrográficas. O texto que sai daqui resolve o passivo ambiental brasileiro”, declarou o senador que atuou como relator do projeto do código anteriormente e foi um dos negociadores do atual projeto.
O projeto de lei de conversão segue agora para sanção presidencial, uma vez que não sofreu alterações e não precisará retornar para nova análise da Câmara dos Deputados.


Foguetes iranianos podem atingir 35 bases dos EUA, diz general 26/09/2012


Os foguetes iranianos podem atingir 35 bases militares estadunidenses em caso de agressão, revelou nesta quarta (26) o general Alí Ostad Hosseini, comandante do Corpo de Guardiães da Revolução Islâmica (CGRI) na província de Semnan ao Norte. 


O CGRI possui suas próprias forças navais, de infantaria e artilharia e, junto aos Basij (voluntários), formam as tropas de choque iranianas para missões de alto risco e necessidades especiais.

Ostad Hossini assegurou que as forças armadas persas "receberam bom treinamento em (missões de) defesa por ar, espaço e mar e foram organizadas para defender o país", diz a agência de notícias iraniana MEHR.

As formulações do general do CGRI coincidem com umas vastas manobras militares estadunidenses nas proximidades do Estreito de Ormuz, no Golfo Pérsico, nas quais participam países árabes da área e oficiais de até 30 países.

O Irã tem declarado que, em caso de agressão militar contra seu país, está em condições de fechar "em matéria de horas" o estratégico estreito, pelo qual circulam entre 35% e 40% do petróleo que os Estados Unidos, as potências da Europa Ocidental e o Japão consomem.

Fonte: Prensa Latina

Mais de 5 mil mercenários entraram na Síria, diz ministro 26/09/2012


Mais de cinco mil mercenários treinados e equipados com armas sofisticadas entraram na Síria através da Turquia e outros países vizinhos nas últimas semanas, denunciou nesta terça-feira (25) o ministro de Informação Omran Al-Zoubi.


Em entrevista à TV libanesa Al Manar, o ministro sublinhou que seu país é forte e suas instituições funcionam de maneira coerente apesar dos ataques externos.

Igualmente, indicou que a oposição atual não é a autêntica, mas a dos grupos terroristas que tratam de desenvolver o projeto ocidental e sionista contra a Síria.

O jornal britânico The Guardian informou em sua edição do último domingo (23) que somente na cidade de Alepo, no noroeste do país, participaram dos ataques contra as autoridades "veteranos combatentes do Iraque, Iêmen e Afeganistão" que se infiltraram com suas armas na Síria a partir da Turquia.

Entre eles - acrescentou – havia também chechenos, sauditas, tadjiques, turcos e de outras nacionalidades.

Al-Zoubi denunciou que fazer terrorismo contra seu país é algo mostrado no mundo como uma honra, mas quando o terrorismo é praticado contra os Estados Unidos, a França, a Espanha e outros países, é condenado e combatido.

O ministro sírio sublinhou que a razão da demora governamental em pôr fim às ações terroristas não é falta de capacidade, mas a vontade do governo de evitar a morte de civis ou a destruição de cidades.

O Exército, disse, enfrenta bandos armados que ocupam casas, deslocam a população, atacam as instituições governamentais e têm a capacidade de comunicar-se e obter apoio logístico e militar desde o exterior, o que torna mais complexa a sua eliminação.

O ministro responsabilizou atores ocidentais e de alguns países árabes pelo fracasso da missão do enviado da ONU à Síria, Kofi Annan, e sublinhou que se o novo enviado, Lakhdar Brahimi, quer que sua missão tenha êxito, deve chamar as coisas por seu nome.

Em especial, pontuou, a responsabilidade de alguns países com a insegurança e a escalada militar mediante o envio de homens armados, o dinheiro e a incitação.

Sustentou que as autoridades sírias têm um interesse genuíno no êxito de Brahimi, pelo que não pouparão esforços para conseguir o avanço da sua missão.

Em outra parte de suas declarações, Al-Zoubi assinalou que a conferência da oposição realizada na Síria no último fim de semana "não representa toda a oposição síria" e acrescentou que haverá outro encontro de outros atores políticos, enquanto manifestou sua esperança de chegar a um diálogo político nacional com todos os envolvidos, sem exclusão.

Falamos, sublinhou, de um diálogo entre sírios sem nenhum tipo de ingerência estrangeira. Se a oposição for capaz de sentar-se à mesa de diálogo, estamos dispostos a fazê-lo já, disse.

Não temos nenhum problema com a presença dos embaixadores e o enviado da ONU para a Síria no diálogo se isto for solicitado, mas nos opomos à participação de representantes do Catar, da Arábia Saudita, Turquia e Israel nas conversações, pois isto para nós é uma linha divisória, afirmou.

Granma

Helibras inaugura fábrica para construir helicópteros militares no Brasil 26/09/2012

O Evento será na próxima terça-feira (2) em Itajubá (MG), com a presença de autoridades.



 
foto: Cap. Valentim.
A Helibras vai inaugurar, no próximo dia 02 de outubro, terça-feira, seu mais novo hangar, construído na planta de 
Itajubá – sul de Minas Gerais - para abrigar a linha de montagem dos novos helicópteros militares EC725, adquiridos pelas Forças Armadas e que terão 50% de conteúdo brasileiro, e também do consagrado AS350 Esquilo, até então o único helicóptero produzido no país e o mais vendido em todo o mundo.


Estão confirmadas as presenças do Governador de Minas Gerais Antônio Anastasia, do Ministro da Defesa Celso Amorim, do Ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Fernando Pimentel, do Chefe do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas, dos comandantes da Marinha, do Exército e da Aeronáutica, dentre outras autoridades e parlamentares, empresários do setor de defesa e dos parceiros da Helibras no programa de transferência de tecnologia para a fabricação no Brasil das novas aeronaves.

O CEO do Grupo Eurocopter Lutz Bertling, que forma, com a Helibras, o consórcio responsável por esse novo projeto, estará presente à inauguração, na companhia do Presidente da Helibras Eduardo Marsone diretores.

O Programa de Expansão da Helibras para a construção de 50 helicópteros EC725 para as Forças Armadas brasileiras foi iniciado com a assinatura do contrato com o Ministério da Defesa, no final de 2008. O contrato é da ordem de € 1,9 bilhão, com investimento de R$ 420 milhões realizados na construção do novo hangar e de todas as instalações auxiliares, como um banco de testes, além de treinamento, implantação do Simulador de voo, produção de ferramental e contratação das empresas que fornecerão partes, peças e serviços para a nova aeronave, a qual terá 50% de conteúdo nacional, de acordo com o contrato assinado entre o Governo e o consórcio Helibras/ Eurocopter.

Além do crescimento físico, a Helibras vai triplicar o número de empregados por conta deste programa, que capacitará também a empresa para produzir a versão civil deste mesmo novo helicóptero, chamada EC225 e utilizada em operações offshore (transporte entre o continente e as plataformas de petróleo). De 300 trabalhadores quando da assinatura do contrato, em 2008, a empresa deverá chegar a 1.000 pessoas em 2017, sendo que atualmente já conta com mais de 700 profissionais – a maioria de perfil técnico.

Outro resultado importante que este projeto trará é a qualificação da Helibras para que, dentro de 10 anos, esteja capacitadapara conceber, projetar e construir um helicóptero totalmente no país, já que todo o know-how que está sendo adquirido transformará a unidade brasileira em um dos pilares globais de produção e comercialização do Grupo Eurocopter.

Grécia: Greve geral contra pacote de empobrecimeno do povo 26/09/2012

Grécia enfrenta primeira greve geral desde a posse do novo governo

A greve provocou paralisação nos serviços públicos em todo o país, fechando escritórios do governo, escolas, museus e tribunais; houve confronto entre a polícia e manifestantes


Danielle Chaves e Sergio Caldas, da Agência Estado

ATENAS - Milhares de gregos deixaram o trabalho hoje para participar de uma greve geral nacional convocada pelos dois principais sindicatos do país, o GSEE e o ADEDY, em protesto contra a nova rodada de cortes de gastos que o governo da Grécia deverá anunciar nos próximos dias. A greve de 24 horas é a primeira desde que o governo de coalizão formado por três partidos e liderado por Antonis Samaras foi empossado, em junho, e representa o primeiro teste real sobre a oposição pública aos cortes. A greve também foi marcada pelo confronto entre a polícia e manifestantes.
A greve provocou paralisação nos serviços públicos em todo o país, fechando escritórios do governo, escolas, museus e tribunais, enquanto hospitais operam com equipes reduzidas. A suspensão parcial dos serviços de transporte na capital grega, Atenas, afetou quem viaja para o trabalho pela manhã e operações de trens e balsas foram paralisados. Uma greve de três horas dos controladores de tráfego aéreo atrapalhou os voos programados no país.
No centro de Atenas, a maioria das lojas foi fechada por receios de que haja violentos episódios como os que marcaram o último grande protesto na Grécia, realizado em fevereiro deste ano. Cartazes foram pendurados nos postes da cidade anunciando a greve e mostrando dizeres como: "SOS - o país deve ser salvo, mas acima de tudo sua população".
A greve geral ocorre no momento em que o governo grego - formado pelos partidos Nova Democracia, Pasok e Esquerda Democrática - se prepara para assinar um pacote de 13,5 bilhões de euros (US$ 17,5 bilhões) em cortes no orçamento e medidas para impulsionar a receita que foi prometido aos credores internacionais em troca de financiamento sob os termos do acordo que ofereceu ao país 173 bilhões de euros em ajuda.
Uma equipe de inspetores da troica - composta por Comissão Europeia, Fundo Monetário Internacional (FMI) e Banco Central Europeu (BCE) - deverá voltar para Atenas neste fim de semana com o objetivo de avaliar os cortes preparados pelo governo e outras medidas de reforma para determinar se a Grécia merece receber a próxima parcela da ajuda internacional.
"Nós não podemos aceitar mais cortes porque temos de cobrir nossas necessidades básicas", afirmou Vassilis Xenakis, secretário de relações internacionais para o setor público do ADEDY, em uma entrevista no rádio. "Nós queremos salvar nosso país, mas temos de tentar salvar os seres humanos ao mesmo tempo", acrescentou.
Novo pacote
O ministério das Finanças da Grécia fechou um acordo para um novo pacote de austeridade, cujo valor ultrapassa 11,5 bilhões de euros, que será submetido à aprovação da coalizão governista e dos credores internacionais do país, informou hoje uma fonte da pasta.
O pacote, que inclui cortes de gastos e medidas para impulsionar a arrecadação de impostos, foi discutido na noite de ontem pelo primeiro-ministro grego, Antonis Samaras, e o ministro das Finanças, Yannis Stournaras. Além dos cortes, a expectativa é que as medidas fiscais gerem outros 2 bilhões de euros.
Samaras vai apresentar o pacote aos parceiros da coalizão, os socialistas e esquerdistas moderados, em reunião prevista para esta quinta-feira. A proposta também precisa ser aprovada pela troica de credores da Grécia, que inclui a Comissão Europeia, o Banco Central Europeu e o Fundo Monetário Internacional. Representantes da troica deverão chegar a Atenas no domingo.
Em jogo está a liberação de um novo pagamento à Grécia de 31,5 bilhões de euros, como parte do pacote de ajuda concedido ao país. Os recursos são necessários para Atenas pagar os salários do funcionalismo público, recapitalizar bancos e saldar dívidas com o setor privado.  


As informações são da Dow Jones.